domingo, 17 de maio de 2009

Desiludida...

A desilusão é um sentimento negativo que ultimamente tem feito parte do meu dia-a-dia. Ao contrário de muitas pessoas que andam revoltadas e desiludidas com a vida, eu ando desiludida com o amor.

É complicado esquecer uma pessoa e mais complicado é quando ainda gostamos dela... ando confusa em relação ao que sinto e zangada comigo mesmo por ainda não ter conseguido esquecer quem não merece sequer a minha preocupação...


Quem me dera poder desaperecer por uns tempos, ir para uma ilha isolada onde não houvesse ninguém, assim eu poderia pensar na minha vida e ter paz durante um tempo.


Perdi-me algures e agora não me consigo encontrar, sinto-me à deriva no mar e não sei que rumo hei-de dar à minha vida.


Tenho de encontrar a minha força esteja ela onde estiver...


E vou conseguir esquecê-lo só espero que seja rápido, porque tenho uma vida para viver e desfrutar.

1 comentário:

muriloha disse...

Há uma bela parábola em que Jesus diz:

“Um pai tinha dois filhos. O mais novo pediu sua herança, levou-a consigo, desperdiçou-a na cidade com vinho e mulheres e tornou-se um mendigo. O outro filho permaneceu com o pai, trabalhou duramente na fazenda e acumulou grande fortuna. Um dia, o filho mendigo, o filho que havia se extraviado, veio a seu pai e disse: - ‘Estou de volta, fui um tolo, desperdicei teu dinheiro. Perdoa-me. Agora não tenho para onde ir, aceita-me, estou de volta.’

E o pai disse aos servos: - ‘Celebremos esta ocasião; mata-se a ovelha mais gorda, façam-se muitas e deliciosas comidas, distribuam-se doces por toda a cidade, procurem para meu filho o mais velho dos vinhos. Vamos ter uma festa: meu filho se extraviou e agora está voltando para casa.’

Algumas pessoas da aldeia foram à fazenda e disseram ao outro filho: - ‘Vê que injustiça! Tu tens estado com teu pai, prestando-lhe auxílio como se fosses um dos servos, jamais te extraviaste, jamais fizeste coisa alguma contra ele e, entretanto nunca foi feita uma festa em tua honra, jamais houve uma celebração dedicada a ti. E, agora, aquele vagabundo, aquele mendigo, que desperdiçou o dinheiro de teu pai e que viveu em pecado, está de volta. E vê que injustiça - teu pai está fazendo disso uma celebração. Vai à cidade! Estão distribuindo doces, uma grande festa está sendo preparada.’

Como é natural, o filho mais velho ficou muito zangado. Voltou à casa muito triste e disse ao pai: - ‘Que tipo de justiça é essa? Tu jamais mataste uma ovelha por mim, nunca me deste qualquer presente. E, agora, aquele teu filho está de volta, ele, que desperdiçou teu dinheiro, o dinheiro que tu lhe deste; e o desperdiçou em coisas erradas - e tu estás celebrando a sua volta!’ O pai disse: ‘Sim, porque tu estiveste sempre comigo, e, portanto, nunca houve essa necessidade. Mas a volta dele precisa ser comemorada: ele se extraviou, era a ovelha desgarrada, e foi de novo encontrado.’ ”

Essa história não foi tomada em toda a sua significação pelos cristãos. Na verdade, ela diz o que eu te estou dizendo, o que Tantra quer dizer.

É uma história tântrica. Ela significa que, se ficares sempre no caminho certo, não serás celebrado pela Existência. Serás um simplório, não terás enriquecido a tua vida. Não haverá sal em ti: podes ser nutritivo, mas não tens temperos.

Poderás ser muito simples e bom, mas tua bondade não terá, em si mesma, uma harmonia complexa. Serás uma nota apenas, não milhões de notas formando uma melodia. Serás uma linha reta, sem curvas nem cantos. Essas curvas e cantos dão beleza, tornam a vida mais misteriosa, oferecem profundidade. Serás raso em tua santidade; não haverá profundidade em ti.

Por isso é que Tantra diz que tudo é belo. Mesmo o pecado é belo, porque o pecado dá profundeza à tua santidade. Mesmo o extravio é belo, porque, voltando, a pessoa se torna mais enriquecida. Precisas deste mundo para te moveres nele, profundamente, de forma a esqueceres por completo de ti próprio - e então voltarás.

Osho, em "Tantra - A Suprema Compreensão"